A pesar de estar sem correção estou publicando isto que escrevi hoje na esperança que Deus o utilize para falar para ti. Em breve colocarei a versão corrigida.
Eram tempo
s da festa da Liberdade, onde todo o povo se reunia em Jerusalém para celebrar a memória dos acontecimentos da independência. Tempos onde a esperança de todo o povo se renovava e miravam com otimismo para o futuro esperando a manifestação da nova liberação da opressão dos romanos sobre eles. O povo de Juda tinha registros ricos sobre as maravilhas que tinham sido feitas no logo da jornada para eles se tornarem livres. Lembravam do pacto feito por Deus com eles. E na Pascua do 28 dC a espectativa era maior do que nunca, porque parecia que o Libertador estava no meio deles. Deus não tinha esquecido deles e novamente eles seriam livres. Dias antes o Libertador foi recebido com uma celebração que todos os lideres sentiram uma profunda inveja e temor por causa da crescente fama do Libertador, porem o que mais temor infundia neles era que esse homem não tinha defeito ou mal nenhum pelo qual possam arrebatar a fama ou atenção dEle.
Porem a festa e alegria esperada foram trocadas pelos acontecimentos incríveis e notórios que tinham acontecido nos últimos dias na região de Jerusalém. Todo o povo comentava o sucedido e não tinha ninguém que ignorasse nos redores os detalhes do vivido. A tristeza e desolação tinham invadido a região e até as forças da natureza foram comovidas. Ninguém podia ignorar o acontecido, porque de uma forma ou de outra, todos estavam abalados pelas marcantes noticias. Todos estavam cheios de temor. Condenarão ao Justo e liberaram ao homicida em seu lugar.
Tinha dois amigos que se apresavam para ir até Emaus, e claro, eles também falavam dos acontecimentos dos últimos dias. Não podiam compreender o como os injustos, mentirosos, violentos e corruptos tinham trinfado sobre o justo, o inocente e a verdade. Parecia que as trevas tinham engolido a luz e que não havia esperança.
Eles discutiam e falavam, desde o ponto de vista deles, os detalhes confusos do acontecido. Em quanto caminhava, em meio de seus pensamentos e discussões, apareceu um homem desconhecido, que parecia em aparência ignorar os acontecimentos dos últimos dias. O desconhecido (porque não lhe reconheceram) lhes perguntou: que conversação é esta que vocês estão tendo? Que tipo de palavras são essas? Eles pararam no seu caminho tristes. A tristeza reinava neles e cegava seus olhos e não podiam ver nada alem deles mesmos.
Um dos dois amigos, chamado Cleofas, respondeu para o desconhecido: És tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias?
O desconhecido, inteligentemente respondeu para os dois: qual é interpretação de vocês dos acontecimentos dos últimos dias? Estou interessado em saber o que vocês pensam sobre cada fato. Quais coisas?
Eles responderam: O que aconteceu com Jesus de Nazaré. Esse homem era profeta e, para Deus e para todo o povo, ele era poderoso em atos e palavras. Os chefes dos sacerdotes e os nossos líderes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. E a nossa esperança era que fosse ele quem iria libertar o povo de Israel do Império Romano. Porém já faz três dias que tudo isso aconteceu. Algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram espantados, pois foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Voltaram dizendo que viram anjos e que estes afirmaram que ele ressuscitou. Alguns do nosso grupo foram ao túmulo e viram que realmente aconteceu o que as mulheres disseram, mas não viram Jesus.
O desconhecido, escutando a versão deles, lhes diz: Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram! E o desconhecido começou a explicar-lhes desde o seu ponto de vista a Realidade e a Verdade dos acontecimentos em quanto eles caminhavam para Emaus.
Eles encotraram uma familiaridade nas Palavras do desconhecido, porem ainda não enxergavam completamente. A companhia do desconhecido dava paz para eles e a forma de olhar para a historia dos acontecimentos, da vida, e do cotidiano. Chegando em Emaus, já de noite, eles convidam ao desconhecido, a entrar com eles em casa para se hospedar junto com eles. Eles queriam continuar ouvindo ao desconhecido, porque as Palavras do desconhecido, a mesma Realidade e Verdade feitas carne para eles, estavam transformando os corações deles, estavam alimentando suas vidas, estavam enchendo de vida todo o ser deles. O desconhecido, que estava à porta da morada deles, vendo eles ainda sem entender tinham ouvido sua voz e que lhe abriram a porta, aceitou o convite de ficar com eles, e entrou com eles e jantou com eles e eles com o desconhecido (Ap. 3:20).
Em quanto jantavam e seguramente continuavam conversando, o desconhecido tomando o pão o partiu, e nessa mesma hora eles lhe reconheceram: Cheios de assombro viram que o desconhecido era o mesmo Senhor Jesus ressuscitado. Nesse mesmo momento Jesus desapareceu na frente de seus olhos. Eles, totalmente transformados pelas Palavras que ouviram de Jesus durante todo o caminho até Emaus e sem a tristeza com a qual começaram a jornada partindo de Jerusalém, reconheceram que seus corações estavam ardendo pelas contato com a mesma Vida e Realidade. Com suas vidas convertidas, Eles motivados correram no meio na noite, ignorando todos os perigos da noite naqueles tempos, retornaram a Jerusalém para dar as boas novas a todos os discípulos.
O que foi que aconteceu com estes dois amigos? Eles interpretaram a realidade desde o ponto de vista deles, focados em suas necessidades de realização e liberdade e no seu ponto de vista do obrar de Deus. Acharam que entendiam e podiam tirar as próprias conclusões do acontecido nos últimos dias em Jerusalém. Ele tinham traçado a linha da historia na versão deles e como está historia não se desenvolveu da forma que eles imaginaram seus corações estavam tristes, frustrados, cheios de medo. Não entenderam os propósitos eternos dos acontecimentos, que eram necessários para a saúde deles e ainda a nossa. Tinham visto como nas aparências a mentira tinha obtido vitoria sobre a verdade, parecia que os malvados tinham vencido ao Bem e consumida a esperança. O Libertador que eles haviam imaginado tinha sido morto e acreditaram que a morte era o final e não havia nada mais alem da morte. Na visão deles, todos os impérios que eles temiam haviam vencido, as trevas, os mentirosos e corruptos, a morte e a violência e acreditaram que todas as promessas feitas por Deus estavam em um tumulo assassinadas três dias.
Em quanto eles caminhavam cuidando de seus assuntos e tristes, centrados neles mesmos, Jesus, o Senhor e Salvador, foi ao encontro deles, no meio da realidade deles. Jesus questionou que por que eles falavam desta forma, por que a esperança e a fé deles tinha se apagado, por que andavam como derrotados e não afirmaram a fé deles nas muitas promessas feitas por Deus.
Jesus, em seu amor eterno, começou a falar com eles explicando-lhes a Realidade, agora desde o ponto de vista de Deus, nos planos do Pai, Deus reconciliando ao mundo com Ele mesmo (2Co 5:19), de como tudo isso foi necessário, para poder pagar o preço de nossos pecados, e assim poder comprar nossa liberdade, não com ouro, não com prata e sim com seu sangue precioso (1Pe 1:18, 1Co 7.23). Tudo isso foi necessário para poder experimentar a graça e perdão de Deus e ter paz com Deus por causa de nossas transgressões (Ro 5.1-3, Ro 3.23, Ro 6.23).
Jesus ensinou para eles que a realidade tem que ser interpretada desde o ponto de vista de Deus, que Ele não perdeu o controle da historia (Filipenses 1:13-14, Ro 8.28) e que Ele nos ama incondicionalmente (Ro 5.8).
O partir do pão neste contexto simboliza a entrega de Jesus como Cordeiro de Deus em sacrifício por nosso pecados (Lucas 22:19), porque o salário do pecado é morte (Ro 3:23, Efesios 2:5), e Jesus tomou nosso lugar na cruz morrendo nossa morte. Quando os discípulos, os dois amigos, entenderam o sacrifício de Jesus, eles reconheceram a Jesus. Solo podemos conhecer a Jesus pelo seu sacrifício na cruz por nossos pecados, experimentando o seu perdão, seu Senhorio, sua grande salvação. Experimentar a graça nos faz abundar em fé e conhecimento de Deus e o conhecimento se manifesta em obediência a Deus. Desde a graça de Deus em Cristo podemos desenvolver uma amizade com Ele dia traz dia.
Esses dois homens renunciaram ao seu modo de ver a vida e os fatos cotidianos e aceitaram o modo e a forma de ver a vida do mesmo Jesus, porque Ele é a Realidade e a Verdade e o Caminho e a Vida e ninguém chega ao Pai fora dEle. Eles renunciaram de ver o passado com seus olhos e aceitaram ver o passado com os olhos e coração de Deus em Cristo. Desta forma, tendo colocado os olhos em Jesus, conseguiram continuar caminhando em fé (Hebreus 12:1-3).
Foi assim que a realidade mudou para eles:
Eles viram morte, Jesus viu a vitoria sobre a morte e a Vida triunfante emergendo do tumulo no terceiro dia por amor a cada um de nós,
Eles viram escravidão, Jesus viu nosso perdão e liberdade de todos nossos pecados e vida eterna para aquele que lhe aceita como Senhor e Salvador (João 1:12, João 3:16, João 3:36, Efesios 2:8-10),
Ele viram medo, Jesus viu paz (Ro 5:1, Tito 3:5-7),
Eles viram o final de tudo, e Jesus estava começando tudo novo (2Co 5:17)
Nosso Senhor e Salvador está na porta da tua vida hoje (Ap 3:20), querendo entrar na tua vida para poder jantar contigo e Ele te deixar como os acontecimentos daquela Pascua, sua morte e ressurreição dentre os mortos pode mudar tua vida, como decidir caminhar junto a Ele pode transformar o teu futuro e como pode impactar no teu presente. Ele é a vida e suas muitas promessas são verdadeiras e eu, quem escreve sou testemunha de seus doce amor e grande perdão. Fala com Ele, lê a sua Palavra (a Bíblia) e deixa que suas verdades sejam uma Realidade na tua vida.
Com amor, Marcos A. Badra